Santa Piaria da Feira, onde há mais passagens de nivel (na foto, a de Cavaco), é o concelho com mais acidentes e Obras – reduzem sinistros Evolução positiva na última década -º Na última década, o número de acidentes rodoviários em passagens de nível na Linha do Vouga caiu 93%, de 30 sinistros registados em 2006 para dois em 2015, dos quais resultaram uma vitima mortal (2008), 12 feridos graves e 22 feridos ligeiros.
4,3 milhões de euros investidos na fase É entre 2008 e 2012 que há uma maior redução de acidentes entre automóveis e comboios – de 20 para três -, devido à execução da primeira fase de melhoria das condições de atravessamento das passagens de nível, que ascendeu a 4,2 milhões de euros.
Entré Douro e Vougà Linha vai deixar de ter passagens de nível sem guarda, reivindicação antiga das populações devido à sinistralidade Segurança reforçada no “Vouguinha” até 2019 Milene Marques locais@jn.pt ~ A Linha do Vouga deixará de ter passagens de nível sem guarda até 2019. A Infraestruturas de Portugal (IP) vai avançar em 2017 com a segunda fase das automatizações de passagens de nível naquela ferrovia – um investimento de 3,5 milhões de euros. A medida é muito reivindicada pelas populações locais, para redução da sinistralidade.
Serão 35 aquelas a automatizar, entre passagens de nível sem guarda e outras com guarda. avança a IP.
Ainda há 23 atravessamentos sem guarda nos troços da Linha do Vouga em exploração comercial (Espinho-Oliveira de Azeméis e Seroada do Vouga-Aveiro), sendo que “todas serão automatizadas ou suprimidas”, segundo a IP. A empresa prevê lançar o concurso público no próximo ano e ter os trabalhos concluídos até 2019.
Em 2008, a Refer (agora IP) anunciava um investimento próximo dos 10 milhões de euros para a supressão de cerca de 50 passagens de nível e automatização de 80.
para reduzir os acidentes. Com 158 passagens de nível (110 delas sem guarda), no final de 2007, a Linha do Vouga superava também a média do pais em sinistralidade rodoviária (30% do total nacional, em 2007, com 20 acidentes).
Apenas a primeira fase do plano foi concretizada. Isto é. foram suprimidas 19 passagens de nivel e incrementada a ‘segurança em mais 71″. o que incluiu a automatização de 53 e a beneficiação das condições de acesso e visibilidade de 12.
O número de acidentes caiu a pique, mas os desastres continuam a dar-se em passagens sem cancelas.
A segunda fase fora suspensa em 2012. dada a indefinição quanto ao futuro da Linha do Vouga. O Plano Estratégico dos Transportes previa a desativação da linha até ao final de 2011, mas a intenção foi revogada perante a contestação dos autarcas da região, que continuam a reivindicar a sua modernização e ligação à Linha do Norte.
Santa Maria da Feira, onde há mais passagens de nível, continua a ser o território com maior número de sinistros, segundo dados da GN R. Num ano, em S. Paio de Oleiros, dois carros foram abalroados pelo Vouguinha, em diferentes passagens de nível sem guarda – o último. no final do mês passado, junto ao antigo hospital (agora, lar). fez quatro feridos ligeiros: o anterior, desfez um carro e fez outro ferido, na Rua do Pego, onde a vizinhança recorda vários acidentes ao longo dos anos e reivindica cancelas automáticas. devido à má visibilidade num dos sentidos.
Acidente mortal Também a freguesia de Paços de Brandão é uma das mais castigadas.
Foi numa tarde de chuva de 2008 que Carla Silva, de 37 anos, perdeu a vida, ao cruzar a linha na travessa da Póvoa de Baixo, quando ia buscar os filhos menores à casa da mãe, em frente. “Era muito cuidadosa, mas deve ter-se chegado mais à frente para ver e não conseguiu recuar quando apareceu o comboio”, tenta explicar o cunhado, Joaquim Alei». “Depois disso, houve ali mais dois acidentes”, lembra. “Se é para não ter segurança, deviam encerrar a linha”. defende Arminda Silva. lembrando o choque da perda trágica da irmã.
“Onde há visibilidade é onde há cancelas. Deviam ter posto em todo o lado”, acrescenta. discurso direto . Eu evito atravessar esta passagem de nivel. Quem vem de cima não tem visibilidade nenhuma”
Publicado em : ‘jn.pt’



