Verba divulgada em Diário da República será aplicada no serviço rodoviário de substituição até Junho de 2018.
A CP está autorizada a gastar cerca de oito milhões de euros, sem IVA, até 2017 ou 2018, num total de 13 contratos de prestação de serviços autorizados pelo conselho de administração da empresa e cujos despachos foram publicados no final da semana passada em Diário da República. Se incluirmos os valores de IVA em vigor, os contratos que a CP ficou autorizada a celebrar implicam valores próximos dos 10 milhões de euros.
O maior desses contratos em valor respeita ao procedimento de contratação com vista à aquisição da prestação de serviços rodoviários de substituição no Ramal da Lousã, por interrupção da circulação ferroviária. A referida prestação de serviços já está em vigor desde Julho de 2015, mas irá prolongar-se, no âmbito deste despacho, até Junho de 2018. O valor deste contrato ascende a 3,9 milhões de euros sem IVA. Este é o custo de manter uma substituição de ligação rodoviária no antigo ramal ferroviário da Lousã, 1,6 milhões de euros por ano, em média, no mínimo. A questão do ramal da Lousã, a necessidade de modernização do mesmo e de ligação à restante rede ferroviária nacional remonta ao final da década de 80 do século passado. Foram avançadas inúmeras soluções como o metro ligeiro de superfície (‘tram train’) ou comboios eléctricos, mas nada se concretizou. Criou-se uma sociedade, a Metro do Mondego, para o efeito, lançaram-se concursos, e desmantelou-se o ramal da Lousã para construir o seu substituto.
A crise financeira travou tudo. Em Novembro, o então ministro Miguel Relvas anunciou que o projecto do Metro do Mondego seria suspenso e desde aí mais nenhuma solução vingou. Também desde aí as populações dos concelhos da Lousa e de Miranda do Corvo que se encontravam ligados por via ferroviária a Coimbra desde 1906 passaram a ter de deslocar-se na alternativa de autocarros pagos pela CP, em última instância pelo erário público.
O segundo maior contrato que a CP ficou autorizada a efectuar nesta lista publicada no Diário da República vale cerca de 1,4 milhões de euros, sem IVA (1,7 milhões de euros com IVA) e respeita à prestação de serviços de transporte e tratamento de valores nas estações e máquinas de venda automática, também por um período de três anos.
Um terceiro contrato, no valor de 956 mil euros, sem IVA (1,2 milhões de euros com IVA) garante à CP a aquisição de serviços de manutenção (preventiva, correctiva e evolutiva) do sistema de acesso controlado de passageiros, designado SiCCA – Sistema de Controlo dos Canais de Acesso, em 21 estações operadas pela CP nas linhas de Sintra e de Cascais.
Os outros contratos autorizados à administração da CP são de menores valores, indo desde a aquisição de papel para cópia, serviços de manutenção das instalações e da via ou de serviços de manutenção de equipamentos de ‘internet’ ou de ar condicionado nas instalações da CP.
Publicado em : ‘economico.sapo.pt’



