Cordão humano de sindicatos da IP exige concretização do acordo coletivo

Cordão humano de sindicatos da IP exige concretização do acordo coletivo

As organizações de trabalhadores da Infraestruturas de Portugal (IP) voltaram esta quinta-feira, em Lisboa, a exigir que a administração da empresa e o Governo concretizem o acordo coletivo de trabalho e cheguem a acordo sobre um regulamento de carreiras.

“Este cordão humano [a ação hoje desenvolvida] é mais uma manifestação de indignação dos trabalhadores e ativistas sindicais. Entendemos que o acordo coletivo de trabalho está em curso, mas devido à intransigência e à fuga permanente às matérias centrais do acordo de empresa, por parte do Governo e da administração [da IP], encontra-se neste momento bloqueado”, disse hoje o porta voz das Organizações sindicais.

O cordão humano realizou-se entre o Ministério do Planeamento e Infraestruturas, onde os trabalhadores e sindicalistas se concentraram inicialmente, e a Presidência do Conselho de Ministros, em Lisboa, onde foram entregues, respetivamente, dois

O porta voz dos sindicatos, disse aos jornalistas que os trabalhadores querem é que “o acordo seja concretizado”, pelo que mantêm a greve marcada para 31 de outubro.

E prosseguiu: “Em bom rigor, no dia 8 de maio assinámos um acordo coletivo de trabalho que seria concluído até ao final do ano. Mas, o que temos vindo a assistir é à uma fuga sistemática das matérias centrais deste acordo, incluindo nas mesmas o regulamento de carreiras destas empresas, porque é um acordo que abrange os trabalhadores da IP e das suas participadas – a IP Engenharia, IP Telecom e a IP Património”.

Na IP e nas suas participadas, os sindicatos, querem que, ao nível do acordo, sejam harmonizadas as relações de trabalho e que sejam também esbatidas as assimetrias hoje existentes neste universo de 3.690 trabalhadores.

“Mas, em bom rigor, a administração e o Governo ‘têm fugido’ a ter uma posição claramente definida” em relação ao regulamento de carreiras e sobre as matérias centrais do acordo coletivo de trabalho, posição que os sindicatos lamentam.

Sobre as cláusulas pecuniárias, os sindicatos consideram que os valores apresentados são “manifestamente insuficientes”.

Numa reunião efetuada a 15 outubro, em Lisboa, as organizações de trabalhadores da IP anunciaram que iram realizar hoje um cordão humano e manter a greve já anunciada para 31 de outubro.

Os sindicatos tinham anunciado a realização a 15 de outubro de uma reunião para analisar “a organização da greve de dia 31 de outubro e outras ações” para “intensificar a luta em defesa da negociação de um acordo coletivo de trabalho e um regulamento de carreiras”.

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