Os utentes perdem cerca de 3100 horas de tempo pessoal e laboral com os atrasos nos transportes públicos. A Deco registou 2.325 queixas relativas a transportes públicos. A maior parte no sul do país.
Numa altura em que decorre a Semana Europeia da Mobilidade, os cidadãos perdem tempo com os atrasos, supressões e cancelamentos nos transportes públicos. O transporte rodoviário é o que mais reclamações acumula, com cerca de 60%, seguindo-se o ferroviário com mais de 17% e mais de 14% o Metropolitano, num total de 3.100 horas,disse Ana Sofia Ferreira em declarações à Lusa. A maioria das queixas diz respeito à Área Metropolitana de Lisboa, sendo as linhas de Sintra e Cascais as que registaram pior desempenho, a de Cascais com mais atrasos e a de Sintra foi a que viu mais comboios suprimidos.
Além dos cancelamentos, atrasos ou supressão das linhas, também as reclamações relativas à higiene, conforto e qualidade do marterial circulante aumentaram, assim como as que dizem respeito às gares que incluem queixas de escadas rolantes, elevadores que não funcionam e falta de manutenção das casas de banho.
A coordenadora do Gabinete de Apoio da Deco que as anomalias ou avarias das composições além de problemas nas infraestruturas foram as principais causas verificadas.
A norte do país não há registo de de grandes constrangimentos, declarou a STCP ao Porto Canal. Apenas na época do Verão houve alguns atrasos por falta de motoristas, falha que já está a ser resolvida pela empresa.
Publicado em: ‘portocanal.sapo.pt’



